Parece até besteira quando afirmamos que a sobremesa ideal é como um carinho na alma, eu sei. Peço desculpa se a afirmação do título ficou exagerada. Mas você vai concordar que terminar a sua refeição com uma sobremesa é o exemplo perfeito da expressão “fechar com chave de ouro”. Não é à toa que os mestres culinários declamaram uma refeição completa com a seguinte composição: entrada, prato principal e (lá vem ela para selar lindamente a experiência) a sobremesa!

É inevitável sentirmos necessidade de um doce depois das refeições vez ou outra – como já explicamos nesse post. Mas a grande verdade é que, ainda mais nesse friozinho, comer um doce pode fazer um papel muito além do fisiológico. A sobremesa ideal vai desde um cafezinho bem açucarado até um bem servido pedaço de cheesecake. Nem sempre é sobre a comida em si, mas sobre a experiência. E é isso que quero discutir com você hoje. Você está participando das suas refeições?

Comida não é só comer

Para explicar a tal importância da sobremesa ideal e como ela pode ser um alento em um dia corrido, preciso antes te lembrar umas aulas de biologia. Ao ingerirmos qualquer alimento, ele irá ser processado pela nossa boca. Ali, nosso paladar tomará conta de interpretar para nosso cérebro tudo o que esse alimento pode trazer. O paladar é o sentido que nos permite sentir os gostos dos alimentos. É através dele que sabemos que um sorvete é doce, um bife é salgado, que um limão é azedo e assim por diante. Com o sentido do paladar, somos capazes de distinguir quatro sabores básicos: amargo, azedo, doce e o salgado.

A gente se acostumou a chamar essa experimentação de sabor. Você já deve ter se deparado com alguém falando ou pedindo para você “saborear” a comida. As pessoas falam isso porque existe aí uma definição de sabor que não envolve apenas o gosto dos alimentos. Sabor é definido como uma mistura de sensações: gosto, cheiro e consistência. Parece até que, dos cinco sentidos tradicionais (audição, visão, tato, olfato e paladar), apenas um se refere especificamente à comida, só que na prática não é bem assim.

Antes mesmo de colocar o alimento na boca, nossos outros sentidos, principalmente a visão e o olfato, condicionam nossa experiência. Você já ficou com água na boca só de ouvir a fritura de um alimento? Ou ao sentir o cheiro do cozimento? Ou ao ver um grande pedaço de torta? Isso tudo porque comer vai muito além do gosto. Estamos chegando mais perto de comparar a sobremesa ideal a um abraço quentinho, hein?

Comer é uma experiência completa

A primeira vez que eu eu escutei a expressão “comer é uma experiência completa” foi de um amigo, um dia que estávamos pensando em um lugar para jantar. Ele estava me dando opções caras, que envolvia toda uma preparação psicológica de gasto do meu dinheirinho, afinal não era uma grande comemoração nem nada especial. Uma das opções era uma trattoria que tinha aberto recentemente próximo ao trabalho, onde ele estava louco para experimentar as massas. Minha resposta a isso logo foi “ah, mas para comer macarrão eu como em casa!”. A cara que ele fez, marmotinha, é impagável. Ele me olhou no fundo dos olhos e disse: “não é só macarrão, Ana, comer é uma experiência completa”.

Essa coisa de experiência ficou na minha cabeça e passei a olhar de modo diferente para as refeições. Percebi que essa frase é verdadeira a tal ponto que nossa apreciação de um prato não é igual em diferentes situações. Faça o teste e coma em uma mesa com toalha e em uma sem toalha, com música estridente e tranquila, com talheres de prata e de plástico, desfrutando de uma excelente companhia e discutindo acaloradamente com alguém. Até mesmo quando estamos chateados ou irritados, tendemos a “descontar” nossos sentimentos comendo a mais ou até menos do que deveríamos. Todos os nossos sentidos interferem na experiência de uma refeição e somam-se a eles outros fatores não sensoriais que podem afetar até mesmo a forma como desfrutamos das comidas.

Estar presente, o poder do Mindfulness

Quando passei a prestar mais atenção na minha refeição, comecei a despertar o prazer de simplesmente comer e beber. Como consequência passei a me alimentar melhor, comer mais frutas e descobrir coisas que antes eram absurdas – como se sentir abraçada com uma sobremesa, por exemplo. A escolha de uma alimentação consciente, saudável e equilibrada é mais do que nutrir o corpo de energia, é nutrir a mente e um investimento de longo prazo à sua saúde.

Ao pesquisar um pouco, vi que tem até um conceito que é aplicado nessas situações, o Mindfulness. Esse é um estado mental de controle sobre a capacidade de se concentrar nas experiências, atividades e sensações do presente. Em português ele é traduzido como “Atenção Plena” ou “Consciência Plena”. O conceito se popularizou nas grandes empresas entre os funcionários que buscam um alívio para o estresse do dia a dia. Além de ajudar a melhorar as suas capacidades mentais e, consequentemente, a produtividade no trabalho.

Estar consciente é o ponto chave. Dando atenção a pequenas rotinas do dia-a-dia, como a alimentação, percebemos o piloto automático em que vivemos e, com isso, podemos incorporar pequenas e significativas transformações. A comida é um veículo para nutrir o corpo e mente mas também é um reflexo de como lidamos com nossas vidas. Então a melhor forma de aproveitar o momento não seria dar atenção ao que estamos comendo, a quem está do nosso lado, ao que podemos tirar de bom daquela experiência?

A gente não quer só comida!

Comer de forma consciente é um momento de explorar sabores, texturas, aromas e sons. Viver a experiência da refeição significa observar os pensamentos, sensações e emoções que surgem ao se alimentar, sem julgamentos e com constante atenção ao momento presente. Isso não precisa ser feito apenas em restaurantes chiques ou em situações especiais. Em casa ou no trabalho, com sua marmo escolhida a dedo, você consegue ter uma ótima experiência!

Basta estar presente no momento e aproveitar para prestar atenção na comida e até em quem está contigo. Se seus colegas de trabalho almoçam juntos, deixem para discutir os problemas profissionais depois e foquem em um assunto leve. Ou, caso seja necessária a discussão, faça de forma tranquila. Se preocupe em manter um ambiente agradável para que você tire o melhor proveito da sua refeição.

Por outro lado, se sabe que a correria será inevitável e terá que engolir seu almoço igual um labrador faminto para dar tempo de tudo, não se desespere. Não é todo dia que teremos tempo de fazer a pessoa zen e mastigar 32 vezes cada alimento. Mas minha dica para permanecer com atenção no presente, é se planejar. Se será corrido, pense em pedir sua comida ao invés de comer em algum lugar, talvez lhe poupe tempo. Nesse post nós falamos bastante de alternativas para deixar seu almoço mais produtivo. A noite, em casa, aproveite então para descansar. No meio da tarde, quando tiver um tempo, pare e saboreie um doce ou qualquer sobremesa ideal para seu humor. Garanto que seu dia irá mudar.

Coma a sobremesa ideal para o seu humor

Eu falei muito sobre alimentação consciente. Sobre a importância de prestar atenção no que você come e escutar o seu corpo. Tudo isso porque minha tese se mantém: as comidas despertam sentimentos e sensações que vão além do alimento. Você já chegou em casa pra baixo, sem vontade de viver a rotina e quando abriu a porta sentiu o cheiro gostoso da comida de mãe? Ou pai, tia, avó… comida caseira que tem “gosto” de saudade, de aconchego.

Não é sempre que conseguimos ter nossos parentes por perto para nos salvar (ou conquistar) pelo estômago. Mas nós mesmos podemos achar maneiras para trazer sentimentos calorosos para nossa rotina. Dentro de uma refeição completa (entrada, prato principal e sobremesa), muitas vezes guardamos o melhor para o final. Então que tal pensar na sua sobremesa como o ponto alto da sua refeição? Não falo de comer em abundância, falo apenas de escolher a sobremesa como a sua conexão com você mesmo. Guarde-a como um trunfo ou um lembrete de que você sabe pelo que está passando no momento. E ao prestar atenção, consegue achar uma solução para ajudar a si mesmo.

Comece encontrando a sobremesa ideal para seu humor. Tem dias que você não vai querer, vai estar focado na dieta e não quer passar perto de doces. Mas ao parar para pensar sobre a escolha da sobremesa, você já está tirando um tempo para pensar em você. Se fizer disso um hábito, em pouco tempo você estará com o pensamento igual o do meu amigo, escolhendo onde vai comer pela experiência e não somente pela comida.

O Osmar descobriu sua sobremesa ideal: Vigor Grego Pedaços

Se você não tem noção de como traduzir sentimentos em comida, então tenho um bom pretexto pra te ajudar. A Marmotex e a Vigor fizeram uma parceria que é só amor! É tanto sentimento bom que o Osmar já declarou esse como seu amor ideal, ops, sobremesa ideal! Rs.

E todos que pedirem uma marmô vão ganhar um Vigor Grego Pedaços! Sim, TODOS que pedirem almoço com a Marmotex vão ganhar a sobremesa! Essa promoção vale até dia 17/08, então não vai perder, heim?!

Almoço no trabalho

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